Não foram 1, 3, 5, 7 ou 8...
FORAM NOVE!

segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

1-0; Peter Crouch

2-0; Defoe
3-0; Defoe
4-1; Defoe
5-1; Lennon
6-1; Defoe
7-1; Defoe (sim, foram cinco!)
8-1; Bentley
9-1; Kranjcar


Juntemos Gomes, Corluka, Dawson, Woodgate, Assou-Ekotto, Bassong, Huddlestone, Palacios e Jenas... e temos história! :)
Come on you, Spurs!
(fotos@newsoftheworld.co.uk)

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domingo, 22 de Novembro de 2009

Carcavelos 5
Damaiense 1


Antes de mais devo fazer um reparo ao resumo do jogo anterior que tinha um erro, sim, mas no final. Como se vê, não foi contra o SL Olivais que jogámos hoje, mas sim contra o Damaiense. Vi mal o calendário nesse dia e peço desculpa por isso.

Passando então para o jogo de hoje, a recepção ao Damaiense, conseguimos uma vitória expressiva que foi mais difícil de conseguir do que o resultado possa fazer crer.
Não sei o que é que se passou na primeira parte, mas o facto é que entrámos mesmo muito mal no jogo. Tão mal, que ao terceiro minuto (!) já estávamos a sofrer um segundo canto contra nós que deu mesmo em golo. 0-1 feito por um jogador que aparece bem de trás a cabecear, sozinho. Estávamos completamente indolentes, meio a dormir e se um golo sofrido não resultou como abanão então não sei o que resultaria... Mais uma vez, o meio-campo estava muito vazio, o Damaiense foi para cima de nós e não havia maneira de contrariar isso. Evitámos de qualquer das formas sofrer mais golos, sendo que a única coisa menos boa da defesa nesta altura era a falta de atenção às costas que, aqui e a ali, ia existindo. Ficou claro que estávamos dependentes de um rasgo individual e o nosso primeiro sinal de vida veio do Chiquinho (Chiquinho que esteve agradavelmente solidário e acertado a defender!) que, ainda assim, não foi suficiente para que existisse remate por parte de um colega. Apareceu entretanto uma boa jogada que começa no Miranda, continuou no Chiquinho que virou para o Sardinha, mas o Didi não conseguiu marcar. Pareceu-me que esta foi a primeira oportunidade que tivemos para perceber que o guarda-redes deles não era nada seguro. Quanto ao resto da equipa da Damaia, pareceu-me que eles eram mais poder físico (não necessariamente pulmão...) do que outra coisa e que faziam valer-se muito das bolas paradas, como aliás tinham deixado claro desde o golo e num livre que apareceu por esta altura que o João toca ao de leve, mas o suficiente para fazer uma boa defesa. Antes disto e de reestabelecermos o empate, testemunhámos outros lances que poderiam ter tido melhor desfecho: um remate/cruzamento do Rodolfo que passou perto; um livre bem apontado pelo mesmo em que o João Paulo fez o que não costuma fazer e cabeceou mal a bola; e finalmente, o Didi cruzou para trás no Sardinha que não acerta bem na bola. O golo do empate surgiu então de grande penalidade, marcada por mão dentro da grande área depois de uma péssima saída do guarda-redes contrário. Ao marcar o penalty, o Miranda ainda escorregou o que fez com que aquela bola demorasse uma eternidade a entrar, mas o que é que certo é que fez efectivamente o 1-1. Acho que já deu para perceber que tivemos mais algumas hipóteses do que o Damaiense, mas também nos faltou mais presença na área para conseguirmos chegar ao golo. Honestamente, não sei até que ponto ter colocado o Sardinha naquela posição não foi queimar o próprio jogador que tem condições para dar outro tipo de contributo, visto ainda que estava complicado receber bolas em condições. Enfim, de uma maneira geral, penso que o empate se aceitava.
À primeira vista, começar o segundo tempo com um lance em que o Damaiense não marca por pouco, nem sei como foi porque estava tapada por um jogador, mas creio que foi o João a sair bem e, ainda para mais, vermos um dos nossos jogadores a ser expulso, seria um revés muito grande nas nossas intenções. À primeira vista seria assim... mas, então, que raio explica que a partir daqui começássemos a jogar... melhor? Parece que ficámos mais desinibidos, sem pressões, e jogámos num nível mesmo muito superior do que até então estávamos a fazer. Também é verdade que foi percebido a tempo que entre a defesa e o ataque estavam ali zonas livres a mais e isso deu para reequilibrar a equipa. A reviravolta continuou então mais vincadamente nos pés do Marcelo que, sem prejuízo dos colegas que substitui, saiu do banco para mostrar como se faz. É complicado evitar dizer isto quando as circunstâncias deste golo são muito raras de acontecer - a substituição ocorreu numa altura em que iria existir lançamento de linha lateral para o Carcavelos, o Marcelo entrou, posicionou-se, recebeu a bola das mãos do Hernâni e fez golo! Excelente golo, remate cruzado de longe e muito bem colocado, deu-nos o 2-1. Pelo menos falo por mim, foi mesmo um pouco inesperado. Depois, houve um lance que nos deixou um pouco a tremer e em que o Damaiense podia ter marcado mais do que uma vez: primeiro o João faz uma boa defesa, depois a bola acaba na barra. Como o Damaiense nada tinha a perder, e a partir deste lance ,a impressão que deu foi que o 2-1 era para se defender com unhas e dentes. Eis senão que, esta equipa tem destas coisas!, começamos a construir uma goleada! O golo do 3-1 que nos tranquilizou veio dos pés do Miranda que recebe a bola da cabeça do Oliveira. Foi um lance um pouco atabalhoado, mais uma má saída do guarda-redes, o Miranda teve o mérito de acreditar que conseguia e insistir nisso até que estava feito o terceiro golo da equipa. Ouvi falar ao pé de mim em auto-golo, essa não foi a sensação com que fiquei, corrijam-me se estiver errada. O segundo bis da tarde pertenceu ao Oliveira. É verdade que os pontas-de-lança vivem de golos, mas não só. A prova era o trabalho que ele tinha vindo a fazer nos últimos jogos mesmo só com um golo marcado até aqui. Claro que é sempre preferível termos dias como os de hoje para contar. O primeiro deles veio de um passe do Miranda (ele e o Didi foram especialmente importantes a recuperar bolas), o Oliveira corre com a bola ainda alguns metros e consegue a finalização. O último golo do jogo foi do mesmo Oliveira, a assistência desta vez pertenceu ao Didi, o Oliveira deixou o defesa para trás e depois foi fazer o resto. O Damaiense entretanto já tinha entrado em colapso físico, renderam-se ao resultado porque pouco mais havia a fazer. Se calhar a partir do momento em que o resultado começou a ficar tão volumoso poderíamos ter aproveitado para lançar jogadores que mereciam começar a ganhar ritmo e não será todas as semanas que vamos conseguir encontrar-nos a ganhar por uma diferença de três ou quatro. De qualquer das maneiras, até o árbitro ditar o final do jogo foi segurar a bola connosco, como se percebe, sendo que ainda se sucederam alguns remates, boas combinações, em que pareceu faltar apenas um bocadinho para fazermos mais um golo.
Enfim, uma exibição muito agradável na segunda parte, valeu três pontos perfeitamente justos. Fica no entanto alguma preocupação pela irregularidade demonstrada dentro do próprio jogo, ficou a ideia de que mais meio-campo equivale a melhores resultados. Não deixa de ser admirável que a equipa tenha sido capaz de surpreender no meio de tudo isto e estão todos de parabéns por terem revertido este jogo para um balanço muito positivo.
Assim, cumprimos aquilo que se quer e, de alguma forma, se exige: três jogos seguidos em casa são sete pontos para nós. Não é perfeito mas é bastante razoável e, acima de tudo, deixa boas perspectivas para o futuro.
O campeonato vai parar mais uma vez por causa da Taça de Lisboa e, no dia 06 de Dezembro voltamos para jogar contra o SL Olivais fora. E é mesmo contra o SL Olivais.

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terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Carcavelos 1
Encarnação e Olivais 0


Depois do empate da semana passada, voltámos a ganhar em casa este Domingo contra a Encarnação e Olivais, perfazendo assim 13 pontos em 8 jogos.
Começámos o jogo mesmo muito bem. Circulámos a bola com algum equilíbrio sempre com a atitude certa e para a frente e, basicamente, falhámos só... nos remates. Provavelmente frustrados pela falta de tentativas de finalização mesmo com mais posse, permitimos que, progressivamente, a Encarnação e Olivais se superiorizasse fazendo-se valer de recuperações rápidas da bola. Perante estas perdas sucessivas (mais em passes que deixaram de sair do que propriamente uma pressão alta) foi uma pena que o meio-campo estivesse tão espaçado entre si. Estranha até a disposição com que estávamos - não sei se dentro do campo tiveram noção, mas do lado de fora havia momentos em que o Rabixa era uma autêntica ilha isolada entre a defesa e o ataque. Mesmo assim, tanto ele como a defesa estiveram de sobremodo bem a afastar o perigo. Delimito, ainda assim, os extremos deste sector: o Laborde fez um jogo muito tranquilo, ultrapassando uma exibição menos feliz da semana passada; ao passo que o Hernâni esteve mais intermitente como ele, que tem vindo a ganhar muita regularidade, com exibições que merecem elogios, já não estava há um tempo. A critica aliás, pode estender-se de algum modo à outra lateral, mais pela precipitação nas bolas paradas. Seja como for, a Encarnação e Olivais não fez nada que nos assustasse por aí além, mas não há dúvida que estavam mais galvanizados. Tinham aliás razões para isso porque eles têm uma boa equipa. Evitámos o perigo ao máximo até que, não longe do intervalo, depois de um lançamento de linha lateral na direita, o Rabixa faz, do nada, um remate muito forte, difícil para o guarda-redes (para mais com o tempo que estava), permitindo que o Miranda voltasse aos golos, aparecendo para fazer o 1-0 na recarga. Um pouco inesperado marcarmos naquela altura, convenhamos. Depois disto tivemos muita sorte em ter conseguido sobreviver a um período de algum sufoco imposto pela Enc. Olivais até ao intervalo. É até possível que o João tenha cometido penalty que não foi assinalado. Tivemos, no entanto, uma oportunidade importante para fazer o 2-0 na cabeça do Miranda depois do cruzamento do Oliveira. Seguiu-se um fora-de-jogo mal assinalado que, se o jogo tivesse seguido, mostraria um jogador da Encarnação completamente sozinho. Só deu para respirar no final dos 45 minutos.
Assim que entrámos na segunda parte podíamos ter aumentado a vantagem. O Rodolfo apareceu a cruzar para a área, onde estava o Oliveira que cabeceia sozinho, mas fê-lo muito em cima da bola para que tivesse saído melhor. Poucos minutos depois, o Miranda fez um remate fraco do lado esquerdo de aparente defesa fácil, acontece que esta defesa não foi feita, mas ninguém acreditou no erro e desperdiçámos mais um lance. Regressámos para controlar o jogo, mas se conseguimos sair com os três pontos bem podemos agradecer ao João. Primeiro, num lance em que jogador da Encarnação apareceu só no meio, o João fez uma boa defesa e ficou lá para a recarga fazendo outra ainda melhor. Aliviámos a nossa superioridade no jogo, sem nunca perder o controlo, e só de vez em quando nos chegámos à baliza contrária, mas sempre de longe - foi o caso do remate do Chiquinho e outro do Rabixa. Mais uma vez, nos descontos, o João voltou a estar fantástico e segurou o 1-0.
Foi um jogo vivo e gostei particularmente de ver o Carcavelos no Domingo. Dos melhores jogos que fizemos até agora. Espero ver uma partida semelhante na próxima semana, quando recebermos o SL Olivais.

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Muito mais se podia aqui dizer;

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009



Aqueles que respeitam os que amaram e defenderam como nós, nunca te esquecem.
Mas que vida é esta?

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segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Carcavelos 2
Algés 2


Recepção ao primeiro classificado que nos trocou mais uma vez as voltas ao calendário. Parece que o Carcavelos está talhado para estas alterações. Enfim.
Feita a observação, entremos no jogo que voltou a ficar decidido apenas nos minutos finais. Não podemos dizer que entrámos mal na partida e prova disso foi que fomos os primeiros a ficar perto do golo. Na primeira de algumas oportunidades que o Miranda teve, depois de um óptimo trabalho do Oliveira, o André não conseguiu encostar. Desperdiçámos a oportunidade de chegar à vantagem e depois foi o Algés que chegou à vantagem depois de uma falha de intercepção do centro defesa, fenda aberta e não houve, portanto muitos obstáculos criados ao marcador do Algés. Não esmorecemos por isto e voltámos à mesma atitude como se nada tivesse acontecido refazendo assim o empate depois de um livre do João Freire- a bola acaba por sobrar para o João Paulo que, calmamente, faz o golo com o pé. Sempre mais perto do 2-1 do que do 1-2, o Sardinha faz o mais difícil, mas o Miranda voltou a não conseguir finalizar. Depois deste falhanço a máxima, infelizmente, voltou a confirmar-se: quem não marca, sofre. Há um canto contra nós em que a bola acaba por bater na barra e na recarga, ninguém sai ao jogador esquecido na entrada da área(!) que fez o 1-2 para o Algés. Há antes do intervalo mais uma oportunidade nos pés do Miranda que sai ao lado desta vez mais pela pronta acção do defesa do Algés. Portanto, parece-me que podíamos ter ido para intervalo com um resultado mais satisfatório e para perspectivar-mos a garantia dos três pontos para a segunda parte.
Foi uma pena, no entanto, que o tudo ou nada que efectivamente aconteceu no segundo tempo tenha chegado, de alguma forma, tardiamente. Deixámos passar uma certa displicência durante muitos minutos. O Algés pareceu ter entrado com a ideia de nos fazer recuar no terreno, um objectivo que concretizou pelo menos em parte. Quando finalmente percebemos que o jogo estava a fugir conseguimos, sem dúvida, fazer o Algés tremer. Ora o Miranda ontem não estava virado para os golos, mais uma prova disso foi o cabeceamento por cima depois de um bom centro do Rodolfo. Passados alguns minutos mais frouxos, este foi então o nosso primeiro sinal de vida. Já numa fase bastante adiantada do encontro, conseguimos finalmente garantir o 2-2: livre na esquerda do Didi, a bola não entrou à primeira e acabou por ser um jogador do Algés a confirmar o golo. No primeiro minuto de descontos, houve um lance espectacular, que acabou numa grande defesa do guarda-redes contrário: cabeceamento muito bom do João Paulo em resposta a um cruzamento do Marcelo. Até final, um lance em que o Chiquinho aparece em posição privilegiada e fica a sensação de que podia ter armado o remate de uma forma melhor; ainda outra boa jogada que o Hernâni podia ter dado a um colega para concluir, mas preferiu ser o próprio a fazer um remate desenquadrado.
Acho que os últimos 20 minutos justificariam provavelmente um resultado melhor para nós. É verdade que também poderíamos ter sofrido golo nas poucas vezes em que o Algés esteve próximo do João que, num lance em que até foi o João Paulo a estar perto de marcar na própria, ainda evitou que nós sofrêssemos. Mesmo assim, acho que foram poucos os lances que eles criaram para quem é o primeiro classificado do campeonato. Claro que ainda pensámos numa reviravolta total do resultado invocando os últimos jogos, mas o empate acaba por ser um mal menor.
Seguimos o percurso com mais dois jogos em casa e começa a ser imperativo não deixarmos escapar mais pontos no nosso terreno. Para a semana há então recepção à Encarnação e Olivais.

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domingo, 25 de Outubro de 2009

Carcavelos 2
Mem Martins 1


Uff! Não gosto muito de me repetir, mas parte do que se disse a semana passada bem pode ser empregue de novo em relação ao jogo de hoje - mais uma vitória arrancada a ferros, mais uma vez houve espera de 94 minutos (!) para respirar de alívio.
Curiosamente, foi da metade em que jogámos melhor que saímos a perder. Esta foi, muito provavelmente, a melhor entrada num jogo que fizemos até à data. Nos primeiros minutos pareceu um inicio de tal forma forte da nossa parte que deu a clara sensação de que Mem Martins não tinha grandes argumentos para sequer ameaçar-nos com um golo. Puro engano. Na primeira oportunidade que tiveram fizeram o 0-1 - passe feito na direita para um jogador que estava sozinho no meio e fez o golo parecer fácil. Falhámos nos espaços, é óbvio, e eles foram muito oportunistas. A partir daqui não houve mais que o Mem Martins nos quisesse contar. Não há dúvida que éramos nós quem estava em cima deles, num jogo intenso, mas não materializámos esse domínio. Os cruzamentos multiplicavam-se, mas ao fim ao cabo, não criámos hipóteses claras de golo. Recordo apenas três: cabeceamento do Miranda depois de um canto do Pizarro; remate de fora de área do Rodolfo que devia ter saído melhor e, principalmente, uma resposta do Didi depois do cruzamento do Rodolfo que não foi feita da melhor forma. Nada disto, no entanto, representou qualquer perigo. Mas, ficou claro que o resultado estava completamente desajustado face à corrente do jogo. Assim: jogámos melhor, os laterais já estavam muito mais participativos, mas faltou, quando chegávamos à frente (destaco a boa exibição do Oliveira nestes 45 minutos), largar aquela necessidade de enfeitarmos demasiado os passes.
Agora, há que franzir a cara ao segundo tempo. Tão pouca calma que vocês têm. Passes feitos à pressa, atitudes de desespero despropositadas, jogo partido... Ajudou a isto o facto de o Mem Martins ter praticamente regressado ao jogo com uma bola na trave e uma situação de aperto que se seguiu em que há que louvar a excelente intervenção do João, que ao longo do jogo sempre se manteve frio e não há nada que possa ser-lhe apontado. Não sei se o resto da equipa não estava à espera disto, mas a verdade é que houve tremores a mais para um adversário que nem para o ponto fez alguma coisa. Ninguém coloca em questão a vontade de ganhar que mostrámos- até porque sem ela seria impossível dar a volta ao resultado como acabámos por fazer-, mas isto não foi proporcional ao engenho. No meio disto não me parece possível lembrar alguma tentativa de golo decente. As mudanças na equipa foram acertadas, se bem que um pouco tardias, no meu ponto de vista. De qualquer das maneiras, tanto deram resultado que vale a pena saltar todos estes minutos até aos últimos seis da partida. Faltava um minuto para os 90 quando o Laborde na esquerda faz um excelente passe longo a que o João Paulo corresponde em esforço, mas muito bem, de cabeça. 1-1: o menos mal estava feito. Não acabou aqui e há que elogiar o facto de terem-se mantido despertos até ao fim. Houve logo a seguir uma oportunidade clara que o Sardinha teve na cabeça. Deu a sensação que amortecer seria o suficiente, só que a bola saiu por cima. Mas a vitória acabou mesmo por chegar. Finalmente alguém descomplicou e jogou simples. Falo do Chiquinho, ao minuto 94; deu bem a bola para o lado no Hernâni que encheu o pé e fez um golo de bandeira e salvou os três pontos. Um lance muito bonito foi a melhor maneira de garantirmos mais uma vitória fora de horas, finalmente, a primeira em casa.
Tenho a certeza acerca da justiça desta vitória, só acho que podíamos ter feito bem melhor na segunda parte, mas acabou por ser compensado nos últimos 6 minutos.
Depois de dois jogos consecutivos impróprios para cardíacos, vem aí uma semana de descanso. Dia 8 do próximo mês voltamos para visitar o Algés e, digo eu, não era mal pensado resolver os jogos para o nosso lado mais cedo. ;)

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domingo, 18 de Outubro de 2009

Porto Salvo 1
Carcavelos 2


Primeira vitória da época arrancada a ferros, mas ainda assim uma vitória que provavelmente teve ainda mais gosto precisamente por ter sido conseguida já na fase final do jogo.
Mais uma primeira parte mázinha, não saímos disto! Acho que, do principio ao fim, houve poucos jogadores que tinham metido na cabeça a necessidade de ser pragmáticos e também poucos perceberam que jogos nestas condições são diferentes de todos os outros, a começar pelo facto de os espaços serem mínimos e, assim, numa eventual abertura, penso que quase toda a gente pode tentar a sorte. Há fases da construção do jogo que ali, têm de ser obrigatoriamente esquecidas. Achei por isso estranho que, na primeira parte, tivessem sido feitos tão poucos remates e ainda menos oportunidades de golo. E isto tanto serve para o Carcavelos como para o Porto Salvo que, a bem da verdade, teve a sua melhor oportunidade nos pés do central (lá está, os outros jogadores a tentar marcar) que rematou fora da área, mas fez a bola passar muito perto. Quem teve, no entanto, aos quarenta minutos, uma grande oportunidade de ir para intervalo a ganhar fomos nós. O Pizarro remata com força, como aliás é seu hábito, e a bola quando voltou foi desviada com a mão por um jogador do Porto Salvo. Penalty a favor do Carcavelos que o Miranda não conseguiu concretizar fazendo a bola bater no poste.
Assim, tudo na mesma no regresso para a segunda parte. Entrámos melhor no jogo e o mesmo Miranda podia ter colocado o Carcavelos em vantagem não tivesse o fiscal-de-linha visto um fora-de-jogo que, mesmo não estando no enfiamento da jogada, duvido muito que tenha efectivamente existido. A realidade é que foi marcado e que o tabuleiro voltou a ficar equilibrado. O jogo não atava nem desatava, mas o Porto Salvo acabou por puxá-lo para si na execução de um livre directo frontal à baliza. 1-0 para eles. O Carcavelos estava a perder e, na minha consideração, a troca por troca feita nas substituições não mostrou ambição nenhuma da nossa parte. Pelo contrário, revelou falta dela, posição em que, pelo Carcavelos, não me revejo. Ressalvo que não estou aqui a fazer qualquer crítica, neste caso, ao Rosa e aproveito até para destacar um lance em que completou uma defesa do Paulo, evitando assim que sofrêssemos mais um golo. Faço este reparo porque, como disse, estávamos em desvantagem. Antes disto, houve ainda um outro lance em que um adversário aparece isolado nas costas da defesa, mas proporcionou uma boa intervenção ao nosso guarda-redes. Seja como for, não baixámos os braços (nisto, sim, todo o mérito aos que estavam em campo) e o Hernâni, beneficiando ainda de um ressalto, conseguiu finalmente um passe que já tinha tentado mais do que uma vez, virando o jogo no Oliveira que não perdoou a oportunidade e, num bom remate, cruzado, restabeleceu o empate. O Porto Salvo pode queixar-se um pouco do azar por, já nos minutos de compensação, num lance disputado, ter perdido o seu guarda-redes quando todas as substituições estavam esgotadas. Contra um jogador de campo na baliza, o Carcavelos podia mesmo assim ter sofrido ainda o 2-1: o Porto Salvo fez um excelente remate, mas a bola bateu na trave e saiu. Passado o susto, conseguimos mesmo a acabar o jogo marcar o golo da vitória deixando todos a respirar finalmente de alívio. Por isto, podemos dar graças à cabeça do João Paulo que não falhou quando recebeu a bola de um canto marcado pelo Sardinha, dando-nos assim uma vitória saborosa e a provar que este não era um jogo para ter pressas, como em alguns momentos parecemos ter.
Hoje, excepcionalmente, ninguém vos leva a mal não terem jogado bem. Nem tão pouco acho correcto estar a destacar alguém. Num campo onde é muito difícil jogar futebol e avaliar vitórias como justas ou injustas, o facto é que, com mais ou menos sorte, os três pontos foram para Carcavelos e vieram em boa altura, pois é proibido perdermos o comboio em relação às equipas que neste momento têm mais pontos do que nós.

Já agora, a título de curiosidade:
24.Abril.2005 - Porto Salvo 3 - 3 Carcavelos
12.Fevereiro.2006 - Porto Salvo 5 - 5 Carcavelos
29. Abril.2007 - Porto Salvo 2 - 2 Carcavelos
Falta-me aqui o resultado da época 2003/2004 e chamo à atenção que, se não me engano, o Carcavelos nas épocas 00/01, 01/02 e 02/03 esteve na divisão de Honra e por isso não defrontou o Porto Salvo. Está igualmente certo que há dois anos que não íamos lá, mas mesmo assim este é um campo ao qual não gosto especialmente de ir porque estávamos, como podem ver, há muito tempo sem ganhar neste terreno- eu nem me lembro de ter visto isso alguma vez em seniores, aliás- e hoje, finalmente, aconteceu. Pelo facto, parabéns. :)

Fechado este parêntesis, para a semana recebemos o Mem Martins. Esperemos que seja para a primeira vitória em casa da época.

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